Exército filipino recua após ameaça rebelde contra refém europeu

Zamboanga (Filipinas), 18 mar (EFE).- O Exército filipino ordenou hoje a retirada das tropas posicionadas em torno do reduto do grupo terrorista Abu Sayyaf, depois que os extremistas ameaçaram decapitar um dos europeus da Cruz Vermelha sequestrados em meados de janeiro passado.

EFE |

O tenente-coronel Ernesto Torres, porta-voz militar na região sul das Filipinas, disse em comunicado que foi dada "às tropas a ordem de retroceder para permitir que se possa conseguir a libertação por meios pacíficos".

A ordem é dada um dia depois de Albader Parai, um dos comandantes do Abu Sayyaf, grupo ligado à Al Qaeda, advertir que um dos reféns europeus seria decapitado caso as tropas filipinas se aproximassem de novo de suas posições.

O suíço Andreas Notter, de 39 anos, o italiano Eugenio Vagni, de 62, e a filipina Jean Lacaba, de 37, foram sequestrados em 15 de janeiro em Jolo, após fazerem uma inspeção rotineira em uma prisão da ilha.

O Abu Sayyaf fez a advertência depois que o senador Richard Gordon informasse que os três reféns estavam bem e tinham escapado ilesos dos combates entre o Exército e membros do grupo terrorista, que deixaram nove mortos e 19 feridos.

Fundado em 1991 por ex-combatentes da guerra do Afeganistão contra a União Soviética, a organização extremista Abu Sayyaf é ligada à Jemaah Islamiya, braço da Al Qaeda no Sudeste Asiático.

O Abu Sayyaf é considerado um grupo terrorista pelos Governos de Filipinas e Estados Unidos. EFE rp/rr

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