Londres, 6 set (EFE).- O Exército americano deu treinamento de combate a 80 comandos georgianos de forças especiais apenas alguns meses antes de a Geórgia lançar uma ofensiva armada na Ossétia do Sul, em agosto passado, revelou hoje o jornal britânico Financial Times.

O jornal, que teve acesso a documentos e entrevistas com responsáveis de formação militar dos Estados Unidos, afirma que essa revelação poderia alimentar as acusações do primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, que disse mês passado que os EUA haviam armado e treinado o Exército georgiano.

O treinamento teria sido dado por oficiais americanos e duas instituições contratadas, a MPRI e a American Systems, ambas com sede na Virgínia (EUA).

Não há provas, segundo a fonte, de que as empresas e o Pentágono, que as havia contratado, soubessem que os comandos que estavam treinando pudessem ser utilizados no conflito com a Ossétia do Sul.

Um porta-voz do Exército dos EUA, citado pelo "Financial Times", diz que o objetivo do programa foi treinar os comandos para sua missão no Afeganistão dentro da Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf).

As instituições recrutaram uma equipe de 15 homens, formada por ex-soldados de forças especiais, para realizar a formação em uma base de forças especiais nos arredores de Tbilisi, capital georgiana.

Segundo o jornal, a primeira fase do treinamento aconteceu entre janeiro e abril deste ano e foi baseada em capacidades essenciais de forças especiais.

A segunda teria começado em 11 de agosto, pouco depois de explodir a crise na Ossétia do Sul. EFE ep/fh/an

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