Pelo menos 500 menores estão presos, atualmente, no Iraque, pelo Exército americano, aos quais se soma mais uma dezena no Afeganistão, de acordo com um relatório de Washington enviado à ONU e divulgado nesta quarta-feira pela Associação Americana pelas Liberdades Civis.

Segundo o informe, destinado à Comissão dos Direitos da Criança na ONU, "desde 2002, os Estados Unidos prenderam cerca de 2.500 indivíduos menores de 18 anos no momento de sua captura".

O porta-voz do Pentágono, Jeffrey Gordon, confirmou a informação do relatório, sem fazer mais comentários.

"Em abril de 2008, as Forças Armadas americanas prendiam cerca de 500 menores" no Iraque, vistos como "uma ameaça à segurança" do país, completa o estudo.

Nessa mesma data, os Estados Unidos mantinham "cerca de 10 menores" considerados "inimigos combatentes" na prisão de Bagram, no Afeganistão, ainda segundo o estudo.

O documento esclarece, porém, que "os Estados Unidos não têm, atualmente, nenhum menor em Guantánamo".

"Dos oito menores que foram presos em Guantánamo, apenas dois ainda estão lá - hoje, com 21 anos e 23 anos de idade, aproximadamente - e devem ser julgados por uma comissão militar", ressalta o texto.

Entre os dois detidos, está o canadense Omar Khadr. Hoje com 21, que foi preso aos 15, no Afeganistão.

Um juiz de um tribunal militar de exceção rejeitou, recentemente, o pedido de anulação das acusações contra ele, enquanto a defesa exigia que fosse tratado como um soldado menor de idade.

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