O Exército dos Estados Unidos fechou na madrugada desta quinta-feira a grande prisão de Camp Bucca, no sul do Iraque.

"O trabalho extraordinário realizado pelo governo iraquiano e as forças da coalizão permitiu a libertação de 5.600 detentos e a transferência de outros 1.400" às autoridades irquianas desde o dia 1o. de janeiro, afirmou David Quantock, general da Task Force 134, que administra as prisões americanas no Iraque.

"Os 180 últimos detentos deixaram Camp Bucca à noite, e a prisão fechou suas portas", acrescentou Quantock.

Estes detentos, "perigosos radicais", segundo ele, serão transferidos para as prisões de Camp Cropper, perto do aeroporto de Bagdá, e Taji, 25 km ao norte da capital.

Nenhum dos prisioneiros de Camp Bucca foi julgado. Alguns deles estão presos há três anos, segundo o exército.

O primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, e autoridades da província de Al-Anbar (oeste), um antigo reduto da insurreição, criticaram recentemente as libertações de prisioneiros pelas forças americanas. Segundo eles, vários destes prisioneiros retomaram as armas logo depois de serem libertados.

mel/yw

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