Exército dos EUA diz ter interrompido rede de armas no Iraque

WASHINGTON (Reuters) - Forças dos EUA no sudeste do Iraque desbarataram uma rede de contrabando de armas que estaria distribuindo bombas e foguetes iranianos, disse um oficial norte-americano na quinta-feira. O coronel Philip Battaglia, comandante da Equipe de Combate da 4a Brigada da 1a Divisão de Cavalaria do Exército, disse ter empregado 1.800 soldados - mais de metade do seu contingente de 3.500 homens - nessa operação desde julho na região fronteiriça de Maysan, ao norte de Basra.

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Battaglia também é responsável por duas outras províncias no sudeste do Iraque.

Ele disse a jornalistas no Pentágono que seus soldados já apreenderam mais de 8.000 armas que entravam do Irã para o Iraque, o que incluía 600 projéteis explosivos especiais, conhecidos como EFPs, capazes de perfurar blindagens.

EFPs são uma munição especialmente letal em emboscadas contra forças dos EUA. Washington acusa reiteradamente a força Qods (força de elite) da Guarda Revolucionária do Irã de fornecer EFPs e foguetes para que milícias xiitas no Iraque ataquem militares norte-americanos e iraquianos.

O Irã nega que esteja alimentando a violência no Iraque, que atribuiu à própria presença militar dos EUA.

Em teleconferência, Battaglia disse que a localidade de Al Amarah, na província de Maysan, "era uma área onde esses dispositivos eram montados e então eram embarcados para outras partes do país, para Bagdá e outros lugares".

"Acreditamos - sabemos - que interrompemos o fluxo desses explosivos", acrescentou.

(Reportagem de David Morgan)

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