Exército dos EUA deveria proibir fumo, diz relatório

O Exército dos Estados Unidos deveria ter apenas oficiais não-fumantes em até 20 anos, sugere um relatório encomendado pelo governo americano. O Insituto de Medicina (IOM, na sigla em inglês) afirma que 30% dos militares são fumantes, o que eleva os gastos do governo em saúde.

BBC Brasil |

Segundo o documento, o Departamento de Defesa americano gasta mais de US$1,6 bilhão todos os anos em serviços médicos ligados ao tabaco, tratamento hospitalar e ausências no mercado de trabalho.

O relatório indica que o número de fumantes no Exército aumentou desde 1998 e pode chegar a 50% entre os oficiais que voltaram do serviço militar no Iraque e no Afeganistão.

O relatório ressalta que os soldados que fumam têm menos preparo físico, apresentam pior visão noturna e demoram mais para se recuperar de ferimentos.

"Esses soldados estão essencialmente colocam suas vidas em risco duas vezes: uma ao servir o país e a segunda ao servir o tabaco", disse Stuart Bondurant, que liderou o comitê responsável pelo relatório.

Mudança
Apesar de sugerir a proibição do fumo entre os oficiais do Exército, o relatório reconhece que seria difícil de introduzir a mudança, já que fumar "está relacionado à imagem de um guerreiro forte, sem medo".

O Pentágono declarou que apóia a ideia e acredita que a mudança é um objetivo possível de ser atingido.

De acordo com o documento, as Forças Armadas "já sabem que o consumo de tabaco prejudica a prontidão dos militares e resulta em enormes custos financeiros e de saúde".

Apesar disso, o relatório critica a permissão das Forças Armadas de fumar em ambientes militares, dedicando menos atenção ao consumo de tabaco do que ao de álcool e por vender produtos tabagísticos às tropas a preços reduzidos.

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