Grupo rebelde nega ataque, mas diz que governo "quer voltar à guerra" e que chances de acordo são mínimas

O exército sudanês afirmou, neste sábado, que atacou um importante centro rebelde em Darfur e matou 108 insurgentes na noite de sexta-feira. Este é mais um duro golpe para as já difíceis negociações de paz na remota região.

O grupo rebelde Movimento por Justiça e Igualdade (JEM, na sigla em inglês) negou o ocorrido, afirmando que deixou a região de Jabel Moun voluntariamente dias antes para evitar que a população sofresse com os bombardeios do governo. Mas o movimento também afirmou que outros ataques recentes mostram que o governo do Sudão escolheu voltar à guerra e que as chances de conseguir chegar a uma solução são mínimas.

O JEM disse na semana passada que iria suspender as negociações de paz com o governo, acusando-o de quebrar um acordo de cessar-fogo e o acordo de paz inicial assinado em Doha em fevereiro.

O grupo luta contra o governo sudanês desde 2003, alegando que Cartum teria marginalizado a população da região e retirado seu financiamento.

O presidente do Sudão, Omar Hassan al-Bashir, que mobilizou milícias para lutar contra os rebeldes, enfrenta acusações da Corte Criminal Internacional de ter sido responsável por crimes de guerra na região.

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