Exército do Sri Lanka entra em último reduto de separatistas

Nova Délhi, 24 fev (EFE).- O Exército do Sri Lanka entrou no perímetro urbano do último reduto da guerrilha tâmil, no nordeste do país, informou hoje à Agência Efe o porta-voz militar Udaya Nanayakkara.

EFE |

Três divisões do Exército cingalês conseguiram entrar na cidade de Puthukudiyiripu, no distrito de Mullaitivu, e estão combatendo "perto do centro urbano", declarou por telefone à Efe o porta-voz militar A guerrilha tâmil, os Tigres de Libertação da Pátria Tâmil (LTTE), conta com 500 guerrilheiros experientes, além de recrutas temporários, mas enfrenta na cidade um contingente entre 12 mil e 15 mil soldados, estimou o porta-voz.

"Quando a cidade cair, teremos que limpar de guerrilheiros as últimas áreas litorâneas, embora não possamos fixar um prazo para isso", concluiu.

A guerrilha separatista tâmil se encontra encurralada em apenas 100 quilômetros quadrados no nordeste desta ilha no oceano Índico e no domingo anunciou um pedido de trégua, sem renunciar definitivamente às armas que foi classificado como "divertidíssimo" pelo ministro da Defesa cingalês, Keheliya Rambukwella.

Segundo ele, a guerrilha LTTE (Tigres de Libertação da Pátria Tâmil) deve primeiro "saber o que é uma trégua para poder solicitá-la", em nota.

"(O pedido) é divertidíssimo. O país e o mundo conhecem bem a natureza dos LTTE. É um ardil usado por eles durante duas décadas, quando estão a ponto de serem derrotados militarmente. Cada vez que estão à beira da derrota, pedem trégua", disse o ministro.

A guerrilha tinha oferecido este domingo uma possibilidade de trégua no Sri Lanka, mas descartando a rendição e a renúncia às armas, em uma carta assinada pelo chefe de seu braço político, B.

Nadesan.

A carta, datada no domingo, é dirigida ao presidente americano, Barack Obama; ao presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso; o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, e aos primeiros-ministros da Noruega e do Japão.

Ele alegou ainda que os tâmeis sofrem "o pior genocídio do século 21".

Desde o início do conflito separatista, em 1983, quase 100 mil pessoas morreram nos combates entre a guerrilha tâmil e as Forças Armadas do Sri Lanka. EFE daa/jp

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