Exército do Sri Lanka conquista capital da guerrilha tâmil

NOVA DÉLHI - O presidente do Sri Lanka, Mahinda Rajapaksa, anunciou hoje a conquista de Kilinochchi, capital de fato da guerrilha dos Tigres de Libertação da Pátria Tâmil (LTTE), após várias semanas de ações das tropas governamentais.

EFE |

"Nossos valentes e heróicos soldados capturaram completamente Kilinochchi, que era considerado o principal reduto" dos LTTE, declarou Rajapaksa em mensagem à nação divulgada em comunicado governamental.

Segundo o chefe de Estado, as tropas tomaram o controle total da cidade após 10 anos sob domínio dos LTTE, que foram chamados pelo presidente de "a organização terrorista mais poderosa do mundo".

"Sejam quais forem as palavras ou a linguagem que se use para descrevê-lo, esta é uma vitória autenticamente incomparável. O que nossas heróicas tropas conseguiram não é apenas a captura da grande fortaleza dos LTTE, mas a maior vitória na luta mundial contra o terrorismo", declarou o presidente.


Moradores do Sri Lanka comemoram a derrubada da guerrilha / AP

O portal "TamilNet", favorável à guerrilha, reconheceu que Kilinochchi foi "ocupada", embora tenha afirmado que os LTTE tenham transferido sua infra-estrutura para outra região do nordeste da ilha.

"O Exército do Sri Lanka entrou em uma cidade virtualmente fantasma", diz o comunicado divulgado no "TamilNet", que admite que as tropas do Sri Lanka tomaram o controle de Kilinochchi "pela primeira vez em dez anos".

Pouco antes do anúncio de Rajapaksa, o porta-voz do Exército Udaya Nanayakkara explicou à Agência Efe que as tropas tinham conseguido entrar em Kilinochchi.

Esta localidade era alvo há algumas semanas de um duro cerco militar por norte, oeste e sul, onde as tropas tinham alcançado romper a linha defensiva da guerrilha.

A queda da cidade representa um duro revés para os LTTE, que administravam a partir de Kilinochchi seu próprio sistema administrativo, tribunais de justiça e Polícia.

Os LTTE lutam há 25 anos contra o Governo do Sri Lanka em reivindicação de um estado independente para as áreas de maioria tâmil, no norte e leste do país.

Quase 100.000 pessoas morreram a vida neste conflito.

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