Exército do Nepal reafirma que obedecerá as ordens do novo Governo

Katmandu, 15 abr (EFE).- Representantes do Exército do Nepal garantiram hoje que obedecerão as ordens do Governo que venha das urnas, que previsivelmente liderarão os representantes da antiga guerrilha maoísta após sua vitória no pleito do dia 10.

EFE |

O representante do Exército nepalês no comitê de coordenação militar criado durante o processo de paz, Shiva Pradhan, ofereceu estas garantias em reunião com membros da antiga guerrilha e da missão da ONU, segundo a agência "Nepalnews".

A integração do Exército, que sempre foi leal ao rei, e da guerrilha é um dos aspectos do acordo de paz de novembro de 2006 que ainda precisa ser desenvolvido.

Os dois grupos estão em um local provisório aguardando o início do processo de desmobilização, supervisionado pelos inspetores da ONU.

Enquanto isso, a Comissão Eleitoral ofereceu hoje novos dados da lenta apuração do pleito do dia 10, segundo os quais o Partido Maoísta obteve 117 cadeiras, das 240 da nova Assembléia Constituinte que são eleitas por sistema majoritário, seguido muito de longe pelo Partido do Congresso (NC) do atual primeiro-ministro, Girija Prasad Koirala, com 33 cadeiras.

Em 22 circunscrições será preciso repetir a votação, que foi cancelada por episódios de violência ou irregularidades - processo que já foi iniciado em cinco delas e que continuará nos próximos dois dias em outras oito, disse à Agência Efe Lok Pandit, um dos responsáveis da Comissão.

Também foi iniciada a apuração dos votos que designarão outras 335 cadeiras, de acordo com um sistema proporcional, e também nesse setor os maoístas estão na frente com 32% dos votos em 18 circunscrições apuradas, enquanto o NC obtém 22% e os marxistas-leninistas 21%.

Os comunistas marxistas-leninistas anunciaram hoje sua intenção de renunciar imediatamente do atual Governo interino de coalizão, além de descartar sua entrada na próxima coalização que será formada.

Também algumas vozes do NC colocaram em dúvida hoje sua integração no futuro Governo. EFE ms-ja/fb

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