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Exército de Israel usa arma fedorenta contra manifestantes

O Exército de Israel desenvolveu uma nova arma, não letal, que consiste em um canhão capaz de lançar um líquido extremamente fedorento para dispersar manifestações.

BBC Brasil |

Chamada boash, que em hebraico significa gambá, a arma foi usada pela primeira vez no último fim de semana, contra manifestantes palestinos e israelenses que protestaram juntos, na aldeia de Nialin, contra a barreira que Israel está construindo na Cisjordânia.

De acordo com o porta-voz da Polícia da Fronteira, que dispersou a manifestação na aldeia de Nialin, o uso da nova arma foi "bem sucedido".

"Os manifestantes saíram correndo para tomar banho e trocar de roupa", disse o porta-voz.

Segundo os manifestantes o cheiro do líquido lançado pelo "gambá" é pior que o cheiro de esgoto e não sai das roupas, mesmo após a lavagem.

Armas de efeito moral

Kobi Mintz, ativista israelense do grupo Anarquistas contra a Cerca, disse ao site de notícias Ynet que o líquido lançado contra os manifestantes "tem um cheiro horrível, parece cheiro de cadáver".

"Duas semanas depois que dois jovens foram assassinados, o Exército passa a fazer experiências com seres humanos... a nova arma demonstra como é o cheiro da ocupação", afirmou Mintz.

Há duas semanas, um menino palestino de 11 anos e outro de 17 foram mortos pelas tropas israelenses durante manifestações contra a construção da barreira, na aldeia de Nialin.

Para dispersar as manifestações contra a construção da barreira, as tropas israelenses geralmente usam armas não letais, como gás lacrimogênio, granadas de efeito moral, canhões de água e balas de metal revestidas com borracha.

Porém, se usadas incorretamente, as armas consideradas não letais, como as balas de borracha, podem matar.

Caso a bala de borracha seja disparada a curta distância, e contra a cabeça ou os olhos, existe um alto risco de morte da vítima.

Apesar dos esforços das autoridades israelenses para dispersar as manifestações, os protestos continuam em diversas aldeias da Cisjordânia, com a participação de palestinos e de ativistas israelenses e internacionais.

A invenção do "gambá" é mais um esforço por parte das autoridades, para impedir os protestos.

Segundo a Polícia da Fronteira, as tropas obtiveram todas as permissões necessárias para utilizar a nova arma, inclusive das autoridades do ministério da Saúde e da Justiça.

O comandante da Polícia da Fronteira, Israel Itzhak, também autorizou o uso do "gambá".

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