Exército de Israel está atacando equipes médicas, segundo ONG israelense

A ONG israelense Physicians for Human Rights (PHR) afirmou nesta terça-feira que equipes médicas foram atacadas pelo Exército de Israel quando socorriam feridos na Faixa de Gaza.

AFP |

"Segundo várias testemunhas, soldados israelenses estão atacando os paramédicos que querem socorrer feridos e atirando em ambulâncias", destacou a PHR em comunicado, frisando que recebeu informações sobre dez casos deste tipo.

Questionado, o Exército israelense não respondeu diretamente, mas insistiu em que está fazendo "todo o possível para evitar ferir civis" e acusou o Hamas, o movimento radical islâmico que controla a Faixa de Gaza, de utilizar civis como "escudos humanos".

A PHR declarou ter sido informada de que médicos do hospital Al-Awda não puderam sair para socorrer pessoas feridas pelos bombardeios israelenses.

"Não podemos sair com as ambulâncias porque os israelenses atiram na gente", relatou um médico do hospital, segundo a ONG.

A Cruz Vermelha em Gaza também afirmou não poder "sair com as ambulâncias, pois os israelenses atiram nelas com helicópteros Apache".

Denunciando uma situação "extremamente perigosa", a ONG lembrou que médicos e ambulâncias "costumam contar com uma proteção especial, mesmo em tempos de guerra".

A PHR conclamou todas as partes a "se esforçarem ao máximo para não atacar funcionários e equipamentos médicos".

Três hospitais móveis da organização beneficente dinamarquesa Folkekirkens Noedhjaelp (DanChurchAid) em Gaza foram bombardeados e destruídos pelo Exército israelense, anunciou nesta terça-feira Henrik Stubkjaer, secretário-geral da organização.

"Fomos informados de que os três hospitais móveis foram bombardeados e destruídos na madrugada de 5 de janeiro na Cidade de Gaza, apesar de ostentarem claramente a inscrição 'Mobil Clinic'", lamentou a organização em comunicado.

Nenhum dos funcionários dos hospitais foi ferido durante os bombardeios.

Stubkjaer se disse "profundamente chocado" com os ataques israelenses "cometidos diretamente contra objetivos humanitários".

"Trata-se de uma clara violação da Convenção de Genebra", denunciou a DanChurchAid, que pretendia com suas clínicas móveis "ajudar a socorrer os feridos" e a desafogar os superlotados hospitais de Gaza.

O ministro dinamarquês das Relações Exteriores, Per Stig Moeller, convocou o embaixador israelense em Copenhague, Arthur Avnon, para pedir explicações sobre o sucedido. Ele se declarou, porém, convencido de que a destruição desses ambulatórios "não foi intencional".

bur/yw

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