Exército de Israel combina ações militares com a guerra psicológica

Jerusalém, 10 jan (EFE).- O Exército de Israel combina suas operações militares aéreas, terrestres e navais na Faixa de Gaza com uma ofensiva de ordem psicológica para que a população da localidade pare de apoiar o Hamas.

EFE |

Israel aproveita seu potencial tecnológico para tentar persuadir a população palestina de que o Hamas é responsável pelos maciços bombardeios, que hoje entraram em sua terceira semana, e que sem este movimento as coisas melhorariam.

Nesta guerra psicológica se inscreve o lançamento de panfletos em Gaza pela Força Aérea israelense anunciando "uma nova etapa da guerra contra o terrorismo", uma advertência de que a ofensiva irá além.

Outra plataforma é a interceptação de sinais de rádio e TV do Hamas para introduzir de forma inesperada e em questão de segundos mensagens de propaganda israelense.

Ou as ligações com gravações que a Inteligência israelense realiza diariamente para Gaza através de linhas analógicas e de celulares, além das mensagens de SMS.

Em árabe, nas gravações os civis são advertidos de que "não devem cooperar ou dar refúgio a elementos terroristas" e ouvem: "Você não é nosso alvo, não atacamos você, mas aos terroristas que ameaçam a segurança de Israel".

Uma linha telefônica gratuita para a população de Gaza, cujo número aparecia em milhares de panfletos, oferece a possibilidade de se dar informações sobre depósitos de armas, plataformas de lançamento de foguetes, líderes do Hamas ou qualquer outro alvo de interesse militar.

"Os ajudamos a entender as mensagens e recebemos sua opinião", respondeu à Agência Efe um operador do posto telefônico do serviço, que garante que o Exército israelense "mandará forças" ao local indicado caso a informação seja confirmada. EFE elb/fal

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