Exército da Guiné-Bissau afirma que respeitará a ordem constitucional

O exército da Guiné-Bissau respeitará a ordem constitucional e a democracia, afirmaram nesta segunda-feira os oficiais superiores do Estado-Maior das Forças Armadas em um comunicado publicado horas depois da morte do presidente João Bernardo Vieira nas mãos dos militares.

AFP |

"O exército, fiel a seu dever, respeitará a ordem constitucional e a democracia", afirmaram os oficiais depois de uma reunião realizada nesta segunda-feira.

"O Estado-Maior das Forças Armadas anuncia que o chefe do Estado-Maior, o general Tagmeh Na Waieh, foi vítima de um atentado que o matou. O exército anuncia, por outra parte, a morte do presidente Nino Vieira", afirma o comunicado.

"Os militares informam que a situação está sob controle e lançam um pedido à população para quem mantenham a calma", acrescenta.

Bernardo Vieira morreu na manhã desta segunda-feira em uma ação militar, horas depois de um atentado que matou o chefe do Estado-Maior do país.

"O Exército matou o presidente Vieira quando ele tentava fugir da casa dele, atacada por um grupo de militares ligados ao comandante do Estado-Maior, Tagmeh Na Waieh", afirmou o chefe militar de Relações Exteriores, Zamura Induta.

"Era um dos principais responsáveis pela morte de Tagmeh", acrescentou.

"Agora, o país vai avançar. Este homem bloqueava tudo neste pequeno país", completou o oficial.

João Bernardo Vieira (conhecido como "Nino"), de 69 anos, passou praticamente 23 anos à frente de Guiné-Bissau. Foi reeleito para a presidência deste país do oeste da África em 2005, nove anos depois do fim de uma guerra civil (que durou 11 meses) que o expulsara do poder.

O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, o general Tagmeh Na Waieh, morreu no domingo em um atentado com bomba contra o quartel-general do Exército.

Segundo uma testemunha entrevistada pela AFP, a residência privada do presidente foi saqueada.

"Vimos militares retirando tudo o que havia dentro da residência privada do presidente, seus bens pessoais, seus móveis, tudo", afirmou a testemunha.

Em 23 de novembro, um grupo militar já havia atacado a residência de Vieira, em uma ação que matou dois seguranças.

str-aye/fp/cn

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