Exército colombiano mata 22 rebeldes das Farc

O Exército colombiano matou 22 guerrilheiros das Farc e capturou outros oito na ofensiva deflagrada na sexta-feira, na chamada operação de Ano Novo, na região de Meta, no sul do país, informou neste sábado o general Javier Flórez.

AFP |

Os 22 rebeldes foram mortos por ataques aéreos contra um acampamento da guerrilha na zona rural do município de Vista Hermosa, disse o general Flórez.

Segundo Flórez, comandante da Força Tarefa 'Omega', integrada por efetivos do Exército, Marinha e Força Aérea, o ataque matou três importantes líderes do Bloco Oriental das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

O general precisou ainda que dos oito rebeldes capturados, cinco estão feridos e foram levados ao hospital.

Um oficial da Força Aérea disse que os chefes guerrilheiros mortos pertenciam à Frente 43 do Bloco Oriental e eram conhecidos como 'Negro Alberto', 'El Médico' e 'El abuelo'.

Neste sábado, ocorreram intensos combates entre os militares e guerrilheiros que conseguiram escapar dos ataques aéreos.

O general Flórez disse que a operação é resultado de quatro meses de trabalho de Inteligência, e que ocorrerão ações similares nos departamentos de Caquetá (sul) e Guaviare (sudeste).

Na véspera, o ministro da Defesa, Gabriel Silva, qualificou o ataque de "golpe contra as Farc que prova que a política de segurança democrática segue em frente, avança e se consolida cada vez mais (...) para enfrentar o narcoterrorismo nas selvas do país".

A operação foi deflagrada dez dias após o sequestro e morte do governador de Caquetá, Luis Francisco Cuéllar, 69 anos, capturado em sua casa e degolado durante a fuga dos rebeldes, diante da impossibilidade de levá-lo caminhando pela selva.

O sequestro e assasinato de Cuéllar foi o crime mais grave contra um político na Colômbia desde que o presidente Alvaro Uribe assumiu o poder, em agosto de 2002.

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) contam com entre 6.000 e 10.000 combatentes, sendo a guerrilha mais antiga do país, com 45 anos de luta armada.

nn/LR

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