Exército colombiano abrirá corredor para atender Betancourt

Bogotá - O Exército colombiano vai interromper suas operações e abrirá um corredor humanitário para atender a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt quando as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) informarem as coordenadas do local de sua libertação, anunciou nesta quarta o ministro da Defesa Juan Manuel Santos.

Redação com agências internacionais |


Santos informou que o Exército permitirá a missão humanitária que será enviada pela França, mas esclareceu que só suspenderá as operações militares quando as Farc divulgarem as coordenadas para o local da libertação.

"O que não podemos fazer é suspender todas as operações ofensivas no território nacional", assinalou.

O Governo da França anunciou na terça-feira o envio de uma missão humanitária que deve chegar amanhã ao departamento de Guaviare (sul), que pode ser o local do cativeiro de Betancourt, seqüestrada desde 2002 e que, segundo diferentes testemunhos, está em estado grave de saúde.

"Quando tivermos as coordenadas poderemos repetir o que fizemos quando libertaram unilateralmente os seqüestrados, ou seja, suspender as ofensivas militares dentro de uma área específica", expressou.

As Farc não emitiram nenhum pronunciamento sobre Betancourt, que alguns moradores de Guaviare asseguram ter visto em um estado de saúde precário.

Nessa mesma região foram libertados em 10 de janeiro e 27 de fevereiro seis políticos seqüestrados pelas Farc.

AFP
Filho pede a libertação da mãe
Filho pede a libertação da mãe

Filho teme pelo pior

O filho de Ingrid Betancourt, Lorenzo Delloye, lançou hoje seu "último pedido" às Farc e a Uribe para que possibilitem a libertação de sua mãe, cuja morte é "uma questão de horas".

"Na selva colombiana, uma mulher, minha mãe, se dirige rumo à morte. Ela sofre de hepatite B e leishmaniose, e precisa de uma transfusão sanguínea nas próximas horas para viver", afirmou. Ele falou com a imprensa em Paris, onde mora.

Entenda o caso

Ingrid Betancourt, 46 anos, é uma senadora franco-colombiana seqüestrada durante sua campanha à presidência da Colômbia. Ela está em poder das Farc desde 23 de fevereiro de 2002 e é uma das 39 reféns que a guerrilha pretende trocar por 500 insurgentes presos em uma negociação de um acordo humanitário com o governo colombiano.

(Com Efe e France Press)

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