Exército acusa separatistas de matarem 17 civis no Sri Lanka

Nova Délhi, 10 fev (EFE).- O Ministério da Defesa do Sri Lanka acusou hoje a guerrilha separatista LTTE (Tigres de Libertação da Pátria Tâmil) de matar 17 civis, além de ferir 69, quando estes tentavam fugir para as áreas controladas pelo Exército no nordeste do país.

EFE |

Em comunicado postado em seu site, o ministério afirma que a guerrilha tâmil atirou contra os civis em Udayarkattu, no distrito de Mullaitivu.

Entre os feridos, 15 em estado grave, há 11crianças e 27 mulheres, segundo a nota, que especificou ainda que 1.057 civis chegaram nas últimas horas às áreas em poder do Exército no nordeste do país.

"O Exército tomou medidas para transferir os feridos graves aos hospitais de Anuradhapura e Vavuniya, enquanto os outros receberam atendimento no local. As tropas esperam hoje novas chegadas de civis", recolheu outra nota oficial.

Segundo o site Tamilnet, ligado à guerrilha, milhares de civis que se encontravam na área de segurança demarcada pelo Governo - teoricamente livre de ataques- estão fugindo, na verdade dos bombardeios do Exército, que deixaram "36 mortos e 76 feridos durante o dia".

Organizações assistenciais estimam em 250 mil os civis que continuam nos últimos redutos em poder da guerrilha, no nordeste do Sri Lanka, que o Exército se prepara para conquistar, em um território de aproximadamente160 quilômetros quadrados.

Ontem, uma terrorista suicida pertencente à guerrilha tâmil matou 29 pessoas, entre elas alguns soldados, ao explodir uma bomba que levava consigo junto a um centro de acolhimento do Exército ao qual se dirigiam dezenas de civis.

A guerrilha tâmil tenta há 25 anos proclamar um Estado independente no norte e no leste da ilha, onde sua etnia é majoritária. EFE daa/jp

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