Exército abre investigação sobre disparo de soldado contra palestino algemado

Jerusalém - O Exército israelense abriu uma investigação por causa de um vídeo que mostra um soldado disparando contra um palestino algemado e com os olhos vendados a menos de dois metros de distância, informaram hoje fontes militares.

EFE |

"Tratamos isso de uma forma muito séria e iniciamos uma investigação da Polícia Militar", disse à Agência Efe a comandante Avital Leibovitz, porta-voz do Exército israelense.

Leibovitz não confirmou se o soldado envolvido foi colocado sob detenção, como afirmam hoje alguns veículos de comunicação locais, e disse que, "quando terminar a investigação, serão tomadas decisões".

"O importante é que um palestino que estava detido ficou ferido no pé. Apesar de ser um ferimento leve e que tenha ido para casa andando, o fato de ser leve não é relevante. Nós não educamos nossos soldados para ferir os detidos. Esta não é a forma como atua o Exército de Israel", acrescentou.

Leibovitz, no entanto, coloca em dúvida alguns aspectos da gravação, afirma que "o vídeo está editado, há seqüências que faltam e é preciso se perguntar o que foi apagado. Além disso, o som não é o som real, se ouve várias pessoas falando e não os ruídos da manifestação", afirmou.

A investigação foi aberta depois que a ONG israelense B'Tselem divulgou neste domingo um vídeo que mostrava com detalhe o incidente, ocorrido em 7 de julho na aldeia cisjordaniana de Nilin durante um protesto contra o muro de separação israelense.

O disparo, com uma bala de aço coberta de borracha, foi feito por um soldado na presença de um tenente-coronel, que segurava o palestino pelo braço naquele momento, afirma um comunicado da ONG.

A vítima, um palestino que participava do protesto e foi identificado como Ashraf Abu Rahma, de 27 anos, foi detido por soldados israelenses durante meia mídia hora, tempo no qual, afirmou, foi agredido pelos militares israelenses.

O vídeo mostra um soldado israelense disparando com um fuzil contra as pernas do detido a uma distância aproximada de 1,5 metro e, depois, mostra o detido no chão e com uma das extremidades tremendo.

Abu Rahma disse que a bala atingiu o dedão esquerdo e que recebeu tratamento de um médico do Exército, antes de ser liberado pelos soldados.

O incidente foi gravado por uma palestina de 14 anos que estava em casa, na aldeia de Nilin.

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