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Exercícios intensos anulam predisposição genética à obesidade, diz estudo

Washington, 8 set (EFE) - O exercício não só impede o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, mas ajuda aqueles que sofrem de obesidade hereditária a manter afastado o excesso de peso, afirmou um estudo publicado hoje na revista Archives of Internal Medicine. No entanto, essa atividade física deve ser vigorosa para obter bons resultados, disseram os médicos da Universidade de Maryland que fizeram a pesquisa. As conclusões foram tiradas de um estudo com um grupo amish cujos membros tinham herdado o gene FTO da obesidade, mas que se mantinham fisicamente muito ativos. Os amish, que se concentram no condado de Lancaster, no estado da Pensilvânia, são um grupo religioso cujos membros abdicaram do conforto da era moderna e não usam automóveis nem energia elétrica em suas casas. Quando examinamos os amish mais ativos, constatamos que o gene não tinha qualquer efeito neles, disse Soren Snitker, diretor do estudo. Segundo os cientistas, o estudo sugere que a atividade física pode superar as predisposições genéticas à obesidade e influir no debate sobre se os principais instrumentos na luta contra o excesso de peso são as mudanças na dieta ou no exercício. Snitker indicou que o grupo de 704 amish participantes do estudo mostrou diversos níveis de atividade física. Alguns ainda usavam arados usados por cavalos para trabalhar a terra enquanto outros faziam tarefas mais convencionais.

EFE |

Os que participavam de tarefas mais fortes consumiam ao redor de 900 calorias a mais que os de menor atividade.

"Provavelmente levamos genes que há 150 anos não representavam risco de obesidade, mas, agora, devido às mudanças ambientais, se transformaram em fatores de risco", disse Snitker.

Segundo os cientistas, as pessoas que têm duas cópias do gene FTO têm um peso superior médio a 3,5 quilos e contam com 70% a mais de possibilidades de ser obesas em comparação com quem não têm o gene.

O problema da obesidade se transformou em uma epidemia nos Estados Unidos onde se calcula que mais de 60% da população está acima do peso.

Por outra parte, a Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que no planeta há 1,6 bilhão de pessoas com quilos de mais e que 400 milhões deles são obesos. EFE ojl/db

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