Por Jeremy Pelofsky WASHINGTON (Reuters) - A Guarda Costeira dos EUA quase desencadeou um pânico de segurança nesta sexta-feira com um exercício de rotina no coração da capital norte-americana no aniversário dos ataques do 11 de setembro de 2001.

Autoridades das polícias local e federal disseram que o incidente no Rio Potomac, perto do Pentágono, foi um treino e que nenhum tiro foi disparado, apesar de relatos anteriores de que vários disparos foram feitos contra um barco suspeito.

O vice-almirante da Guarda Costeira, John Currier, disse que os relatos se basearam em chamados de rádio feitos em frequência aberta e ouvidos por terceiros, incluindo autoridades simulando disparos verbalmente.

"Alguém disse 'bang, bang' no rádio", afirmou ele.

"Foi um treino normal, rotineiro, discreto", declarou ele em uma entrevista coletiva. "O vazamento do rádio provocou uma grande cobertura de imprensa, o que é compreensível, mas acho que a coisa saiu de controle."

O susto aconteceu quando o presidente norte-americano, Barack Obama, voltava de uma homenagem ao 11 de setembro no Pentágono. Durante os ataques de 2001, um avião atingiu uma lateral do complexo matando 184 pessoas.

Por se tratar de um exercício de rotina, Currier disse que as autoridades locais, estaduais e federais nem sequer foram notificadas, e defendeu a Guarda Costeira alegando que fazem treinos dessa natureza cerca de quatro vezes por semana na área de Washington.

As partidas de voos no Aeroporto Internacional de Washington foram suspensas por 20 minutos.

O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, apoiou a Guarda Costeira e repreendeu os repórteres por não verificar a informação antes de divulgar a história.

A Guarda Costeira prometeu analisar como e quando o exercício foi conduzido e sua reação aos relatos.

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