Ex-embaixadora é a candidata conservadora à presidência da Colômbia

Bogotá, 19 mar (EFE).- A ex-embaixadora da Colômbia na Espanha e no Reino Unido Noemí Sanín Posada será proclamada na próxima terça-feira candidata presidencial oficial do Partido Conservador Colombiano (PCC) depois de ganhar a consulta interna da legenda, segundo o Conselho Nacional Eleitoral (CNE).

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Após quase uma semana de incerteza interna no partido, o CNE oficializou que, apurados 99,18% dos votos, Sanín obteve o apoio de 1.118.090 colegas, 37.777 a mais que o segundo mais votado, o ex-ministro da Agricultura Andrés Felipe Arias, que conseguiu 1.080.313.

Por estatuto, a proclamação da candidata presidencial conservadora para a eleição presidencial do próximo dia 30 de maio tem que ser feita em um congresso, com prévia notificação dos resultados aos candidatos que participaram da consulta, trâmite que será cumprido na próxima terça-feira, segundo o presidente do Partido, Fernando Araújo.

"Hoje é um dia de festa para a Colômbia", disse a candidata, que avalia que a "Segurança Democrática" estratégia do presidente Álvaro Uribe contra a violência das guerrilhas, paramilitares e narcotraficantes "venceu".

Em meio a aplausos de seus seguidores, a ex-embaixadora acrescentou que lutará para derrotar o terrorismo, a miséria e a corrupção, e assegurou que quer um país "seguro", no qual não "caiba a miséria".

Sanín Posada concorre à presidência colombiana pela terceira vez.

Em 1998, quando Andrés Pastrana venceu, ela foi a terceira colocada, com 2.825.706 votos. Em 2002, na primeira vitória de Uribe, foi a quarta.

Em seu discurso ao reconhecer a vantagem inalcançável de Sanín Posada, o ex-ministro Arias disse que torce para que "o Partido Conservador não abandone as bases da Segurança Democrática".

Acrescentou que felicitava sua rival. "Que Deus a abençoe em sua campanha".

O Partido Conservador teve que esperar cinco dias a mais que o Partido Verde, que também realizou eleições primárias no domingo passado, para conhecer o resultado, devido a uma série de problemas na apuração de votos.

O registrador nacional, Carlos Ariel Sánchez, que está sendo investigado pela polêmica demora, disse ontem que o atraso foi devido ao complexo sistema de votação, às dificuldades de apuração e problemas com a empresa que processou os dados.

A ex-embaixadora, nascida em Medellín, capital do departamento de Antioquia em 1949, tem, segundo o calendário eleitoral colombiano, até o dia 5 de abril para se inscrever oficialmente como candidata presidencial.

Antes de vencer as primárias do PCC, Sanín Posada não tinha sido eleita para nenhum cargo por eleição popular. No entanto, ocupou cadeiras em 48 juntas direções de empresas privadas colombianas.

Na consulta do Partido Conservador, além de Sanín Posada e Arias, também participaram a ex-ministra da Defesa Marta Lucía Ramírez (237.196 votos), o de Minas e Energia Álvaro Leyva (67.432) e o catedrático José Galat (89.826).

Houve 52.670 votos nulos e 334.092 em branco. No total, houve 2.979.619 votos.

Agora Sanín, que foi também embaixadora da Colômbia na Venezuela (1990-1991) e no Reino Unido (1994-1995 e 2008-2009) e ministra das Relações Exteriores (1991-1994), passa a compor a lista de aspirantes presidenciais.

Sem o presidente Álvaro Uribe no cenário político por uma decisão da Corte Constitucional, que não permitiu um referendo para submeter à decisão popular a possibilidade de uma terceira candidatura consecutiva, Sanín deverá medir forças políticas com o ex-ministro da Defesa Juan Manuel Santos, do Partido do U, considerado o sucessor de Uribe.

Também concorrerão o ex-titular dessa mesma pasta Rafael Pardo, do Partido Liberal; o dissidente liberal Germán Vargas Lleras, da Mudança Radical; o esquerdista Gustavo Petro, do Polo Democrático Alternativo (PDA), e os ex-prefeitos de Bogotá Antanas Mockus, pelo Partido Verde; e de Medellín Sergio Fajardo, pelo Compromisso Cidadão pela Colômbia. EFE ocm/fm

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