Ex-embaixador pede que Obama não apoie eleições em Honduras

Washington, 26 ago (EFE).- O ex-embaixador de Honduras perante a Organização dos Estados Americanos (OEA) Carlos Sosa pediu hoje em carta aberta ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que não reconheça nem apoie qualquer processo eleitoral que aconteça no país da América Central sob o Governo de fato.

EFE |

A carta foi divulgada pela Missão de Honduras perante a OEA e foi publicada dias antes do início da campanha eleitoral em Honduras, em 31 de agosto, para as eleições previstas para 29 de novembro.

Sosa deixou de representar o país desde que a OEA suspendeu a participação de Honduras no organismo interamericano, em 4 de julho, como resposta ao golpe de Estado de 28 de junho que depôs e expulsou Manuel Zelaya de território hondurenho.

"Esperamos que o Governo dos EUA não reconheça nem apoie nenhum processo eleitoral realizado sob a tutela de um regime baseado na força e em quase constante estado de sítio", ressaltou Sosa.

Segundo ele, trata-se de um regime que em só dois meses no poder foi objeto de "preocupantes" relatórios sobre seus "atropelos" aos direitos humanos.

Na carta, Sosa ressaltou que os que defendem Zelaya e condenam o golpe de Estado não pedem nem tolerariam "nenhuma intervenção direta americana" em Honduras.

"Apenas pedimos aos EUA e à Administração de Obama para serem coerentes com a Carta Democrática Interamericana (da OEA)", disse.

Na carta, Sosa expressou também sua esperança em que o golpe de Estado e a luta do povo hondurenho pela restituição de Zelaya "não se inscreva maliciosamente na política" da Venezuela e de seu Governo, nos conflitos que possa ter com sua oposição interna, com seus vizinhos ou com qualquer outro interesse ou Governo.

Segundo Sosa, Obama "entende perfeitamente que os interesses por trás do golpe em Honduras são os mesmos que o chamaram de socialista e continuam chamando, os que negaram sua nacionalidade americana e disseram que era muçulmano, coisas que não são certas como também não são certas as coisas que afirmam sobre Honduras". EFE cae/db

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