Executivo boliviano descarta diálogo com governadores regionais opositores

La Paz, 24 jun (EFE).- O Governo boliviano descartou hoje a convocação de diálogo proposta para 1º de julho por cinco governadores regionais opositores que decidiram não se submeter ao referendo revogatório de mandatos programado para 10 de agosto.

EFE |

"Certamente não iremos porque o Governo não assiste a nenhum cenário que imponha como condição o diálogo", disse hoje ao canal de televisão "ATB" o ministro da Presidência, Juan Ramón Quintana.

Segundo Quintana, o Governo descarta o diálogo porque não vê nos prefeitos regionais "motivação" para resolver "problemas maiores".

Além disso, criticou os governadores opositores por sua atitude de "resistência" para tentar "golpear" a lei por não estarem de acordo com a convocação do referendo revogatório.

Esta nova chamada ao diálogo com Morales foi feita ontem à noite pelos governadores opositores autonomista dos departamentos de Pando, Beni, Tarija e Santa Cruz, com o apoio do de Cochabamba, ao término de uma reunião realiza na capital de Tarija.

O encontro aconteceu após o referendo autonomista de domingo em Tarija, onde a população aprovou um estatuto autonomista, assim como já haviam feito os departamentos de Santa Cruz, Beni e Pando.

Os prefeitos regionais propuseram uma mesa de negociação política com o presidente da Bolívia, Evo Morales, para buscar a "reconciliação nacional", mas ao mesmo tempo anunciaram sua decisão de não participar do referendo sobre mandatos convocado para agosto.

Os governadores se opõem à realização desse referendo em suas regiões por acreditarem que a forma como foi convocado favorece Morales. Eles defendem que essa votação deveria acontecer de acordo com os estatutos autônomos aprovados nas quatro regiões.

Como alternativa, propuseram a antecipação das eleições gerais para todos os cargos, caso o diálogo não vá adiante.

Na consulta revogatória será perguntado aos bolivianos se eles estão de acordo com a continuidade do processo de mudança liderado por Morales e seu vice-presidente, Álvaro García Linera, assim como com a permanência dos governadores.

Para revogar os mandatos é preciso que o "não" supere tanto a porcentagem de apoio obtida por cada governante nos pleitos nacionais e departamentais de 2005, quanto o número absoluto de votos. EFE ja/rr

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