Carlton Akee Turner, de 29 anos, condenado pelo assassinato de seus pais adotivos, foi executado nesta quinta-feira, no Texas (sul), dez meses depois de a data originalmente prevista ter sido adiada, enquanto a Suprema Corte dos EUA examinava o método da injeção letal.

Ele foi declarado morto às 18h16 (hora local), pouco depois de receber o coquetel letal. Turner, um americano com ascendência africana e indígena, foi condenado por matar seus pais adotivos, esconder seus corpos na garagem da casa onde moravam e, depois, usar seus cartões bancários.

Seus advogados tentaram, sem sucesso, denunciar a discriminação, já que o tribunal encarregado do veredicto era formado, em sua totalidade, por jurados brancos, enquanto que todos os candidatos negros foram rejeitados pelo juiz que dirigiu o processo.

A família do casal assassinado pediu clemência para Turner, que garantiu ter agido em legítima defesa com seu pai, cujas surras brutais teriam-no levado várias vezes para o hospital.

"Eu me arrependi pelo que fiz nos últimos dez anos", afirmou Turner, em sua declaração final, na qual pediu a seu tio Kyle que o perdoasse.

"Sei que errei. Assumo essa responsabilidade como um homem. Aceito esse castigo como um homem", completou.

lum/tt

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