Execuções serão retomadas amanhã nos EUA

Washington - O Estado da Geórgia deve executar amanhã um homem condenado pela morte de sua namorada, no que será a primeira execução desde que a Corte Suprema de Justiça colocou fim a uma moratória de sete meses neste tipo de sentença. A execução Willyam E. Lynd, de 53 anos, será a primeira na Geórgia em quase um ano, depois que hoje mesmo foi negado o pedido de clemência pela Junta de Perdões e Libertações.

EFE |

Em 16 de abril, a Corte Suprema de Justiça dos Estados Unidos rejeitou os argumentos dos advogados de centenas de condenados à morte, segundo os quais o método de execução mais comum no país, a injeção letal, é um castigo cruel proibido pela Constituição.

Desde que, em 1976, a pena de morte foi restabelecida nos 36 estados onde é aplicada nos EUA, houve 1.099 execuções. O número subiu ano após ano até chegar a 98 em 1999 e, desde então, diminuiu até 42 em 2007, 26 delas no Texas.

Atualmente há 3.263 pessoas condenadas à morte no país. O maior número de execuções foi registrado no Texas, com 405.

Na Geórgia, onde houve desde 1976 um total de 107 execuções, o sistema será colocado novamente em andamento, a menos que surja uma decisão contrária de última hora.

O Texas também já fixou data para as execuções de cinco condenados entre 3 de junho e 20 de agosto. O primeiro será Derrick Sonnier, de 40 anos, condenado pelo assassinato de uma jovem, Melody Flowers, e de seu bebê, em 1991.

Entre os 360 homens e nove mulheres condenados à morte no Texas está o mais velho de todos os réus, Jack Harry Smith, de 70 anos.

Smith esteve esperando para ser executado durante 30 anos por um assassinato cometido durante o roubo de um armazém de Houston.

Virgínia, com 98 execuções desde 1976, acrescentará outra pena cumprida em 27 de maio, quando Kevin Green, de 30 anos, condenado pelas mortes de uma mulher e um homem em uma loja, será executado.

Outros dois réus na Virgínia receberam datas de execução em junho e julho.

Louisiana fixou para 15 de julho a execução de dois condenados, e Dakota do Sul indicou que aplicará a sentença na segunda semana de outubro em Briley Piper, de 25 anos, condenado por torturar e matar um jovem ao qual obrigou a beber ácido hidroclorídrico, para depois apunhalá-lo e assassiná-lo.

Um juiz de distrito no Texas fixou hoje para 5 de agosto a execução do mexicano José Medellín, condenado por sua participação no estupro e assassinato de duas adolescentes em 1993.

A execução de Medellín, de 33 anos, tinha ficado em suspenso devido a uma apelação da Administração Bush a qual indicava que as autoridades do estado do Texas não cumpriram a obrigação, estipulada por convenções internacionais, de dar ao mexicano acesso à assessoria por parte de seu consulado.

Em 25 de março, a Corte Suprema de Justiça dos Estados Unidos rejeitou a apelação e indicou que o presidente americano, George W.

Bush -que foi governador do Texas-, se excedeu em suas atribuições quando ordenou ao estado que reabrisse o caso de Medellín e de 50 mexicanos condenados por homicídios nos EUA.

O apoio popular à pena de morte diminuiu bastante na última década, em boa parte pelo desenvolvimento de técnicas de perícia que provaram a inocência de centenas de pessoas condenadas por crimes que não cometeram.

Pelo menos 128 pessoas que tinham sido condenadas à morte, 22 delas no estado da Flórida e 18 no de Illinois, foram exoneradas desde 1973 com provas de sua inocência.

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