Execução dos terroristas de Bali alivia as famílias das vítimas

SYDNEY - Familiares das vítimas australianas dos atentados de Bali manifestaram seu alívio após a execução dos autores do massacre, que deixou 202 mortos e centenas de feridos em outubro do 2002.

EFE |

A Procuradoria Geral indonésia confirmou na noite desta sexta-feira a morte de Imame Samudra, Amrozi e Ali Gufron na ilha-prisão de Nusakambangan, ao sul de Java.

O ministro australiano de Exteriores, Stephen Smith, lembrou por sua parte que a Austrália se opõe à pena de morte, e disse que seu Governo pressionará a ONU para que se estabeleça uma moratória sobre ela.

Smith disse que o dia é triste para a Austrália, país que perdeu a 88 cidadãos nos atentados. "É uma lembrança de um evento horrível e terrível, não é um dia que nos enche de júbilo nem um dia de comemorações", disse em comunicado.

Para alguns familiares das vítimas, como o magistrado Brian Deegan, cujo filho Josh de 19 anos morreu em Bali e que se opõe abertamente à pena capital, o justiçamento fechará um capítulo de sua vida.

"Não posso ler um jornal, ver as notícias, olhar filmes, porque constantemente me lembra. A cada dia, cada semana, cada mês nos últimos seis anos nos lembrou (o ocorrido) quando menos o esperávamos", disse Deegan ao jornal local "Sydney Morning Herald".

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