Execução de mexicano nos EUA fica dependendo de decisão do Supremo

Huntsville (EUA), 5 ago (EFE).- A execução do mexicano José Medellín, que estava prevista para as 18h (20h de Brasília) desta terça-feira, na prisão de Huntsville (Texas), está à espera de que a Suprema Corte decida ainda hoje sobre seu adiamento, solicitado pelo condenado.

EFE |

Caso a sentença do Supremo americano não chegue antes da meia-noite, a execução de Medellín será adiada e uma nova data só poderá ser marcada daqui a 30 dias.

Se a Justiça decidir contra o condenado, a última palavra sobre a execução será do governador do Texas, Rick Perry, embora os advogados de Medellín considerem pouco provável que este mostre clemência, já que a Junta de Perdões não a recomendou ontem.

Apesar do atraso, na cadeia de Huntsville está tudo preparado para a execução, que será presenciada por uma amiga do réu, pelos advogados e pelos parentes das duas vítimas.

O mexicano foi condenado à morte em 1994, pelo estupro e o assassinato de Jennifer Ertman, de 14 anos, e Elizabeth Peña, de 16, que foram violentadas por ele e outros cinco membros de seu grupo, que também bateram nas vítimas e as enforcaram com um cinto.

O caso de Medellín foi acompanhado com expectativa nos Estados Unidos e no México, já que a Corte Internacional de Justiça (CIJ), o tribunal máximo da ONU, pediu ao estado do Texas que o processo fosse revisado.

Medellín e outros 50 mexicanos que estão no corredor da morte não receberam assistência consular durante suas detenções, por isso, a Corte Internacional considera que os EUA violaram o que havia sido estabelecido na Convenção de Viena de 1963 e pediu a suspensão da execução.

Após esgotar todos os recursos nas cortes do Texas, a defesa de Medellín recorreu ao Supremo para que ditasse a suspensão temporária da execução, até que o Congresso aprovasse uma lei que permita aos tribunais do Texas a revisão destes casos.

O estado do Texas se negou reiteradamente a acatar a decisão da Corte Internacional, por isso, a decisão do Supremo pode ser a última esperança do condenado. EFE pg/bm/sc

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