Ex-diretor do UBS é condenado a 40 meses de prisão por fraude

Miami, 21 ago (EFE).- O ex-diretor do banco suíço UBS Bradley Birkenfeld foi condenado hoje a 40 meses de prisão por participar de uma fraude que incluiu a abertura de contas secretas de clientes americanos para evitar o pagamento de impostos nos Estados Unidos.

EFE |

Além dos 40 meses de prisão, Birkenfeld terá que pagar uma multa de US$ 40 mil e permanecer três anos em liberdade condicional, segundo a sentença do juiz William J. Zloch de um tribunal de Ft.

Lauderdale, ao norte de Miami.

A sentença é dez meses maior que a solicitada pela Promotoria, que deminuiu, por sua vez, a pena máxima de cinco anos de prisão prevista para este tipo de caso, pela cooperação "sem precedentes" mostrada por Birkenfeld.

A fraude orquestrada por Birkenfeld é parte de uma investigação da Promotoria dos EUA a mais de 150 cidadãos americanos suspeitos de esconderam suas receitas e ativos em contas no banco suíço UBS para evitar o pagamento de impostos.

A colaboração de Birkenfeld coincide com o acordo alcançado entre a Promotoria e o banco suíço UBS para descobrir quem são os clientes que movimentaram suas contas para não pagar os tributos.

Até agora três clientes americanos do banco se declararam culpados de terem apresentado falsas declarações de pagamento.

Birkenfeld confessou no ano passado que ajudou clientes americanos do UBS a evitar o pagamento de impostos à agência que arrecada os tributos nos EUA. EFE esc/pd

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