Miami, 18 set (EFE).- Thomas Raffanello, antigo diretor do Grupo Financeiro Stanford (SFG, na sigla em inglês), se declarou hoje inocente das acusações que o envolvem na destruição de documentos relacionados com essa entidade bancária, informou uma fonte da Justiça.

Raffanello, de 61 anos, se declarou inocente em um tribunal de Fort Lauderdale (norte de Miami) das acusações relacionadas com a destruição de documentos do SFG, que deviam ser preservados para uma investigação federal.

O acusado também foi ex-chefe da Direção de Controle de Drogas americana (DEA, na sigla em inglês), e esteve à frente dos casos do ex-general panamenho Manuel Antonio Noriega e do narcotraficante colombiano Fabio Ochoa Vásquez.

Raffanello é acusado de conspirar para obstruir um procedimento da Comissão de Valores dos EUA e destruir documentação relacionada com a investigação iniciada contra o SFG.

O SFG sofreu interdição por causa de uma suposta fraude cometida mediante o Stanford International Bank Ltd., que tinha sua sede em Saint John (Antigua), através de um sistema piramidal que, segundo as autoridades americanas, chega a cerca de US$ 8 bilhões.

Raffanelo supostamente comandou a destruição de documentos que, por ordem de um tribunal de Houston (Texas), deviam ser preservados para o caso interposto nessa instância judicial. EFE emi/ma

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