Ex-diretor da CIA diz que Obama põe em risco segurança nacional

Washington, 19 abr (EFE).- O ex-diretor da CIA (agência americana de inteligência), Michael Hayden, acusou neste domingo o presidente Barack Obama de ter comprometido a segurança nacional ao autorizar a publicação de relatórios que revelam as práticas coercitivas que eram usadas em interrogatórios.

EFE |

Em declarações à rede "Fox", Hayden, que foi diretor da CIA de 2006 a 2009, afirmou que publicar memorandos legais nos quais constam as práticas de interrogatório a supostos terroristas encoraja grupos como a Al Qaeda.

"Descrevemos nossos inimigos no meio de uma guerra os limites dos agentes nos interrogatórios. Isso é uma informação muito valiosa", destacou.

Os relatórios publicados na quinta-feira revelam que o anterior Governo dos EUA autorizou o uso da tortura contra detidos, através de métodos que incluíam o uso de insetos em caixas nas quais se introduzia os interrogados, a privação do sono e a asfixia simulada.

Hayden afirmou que ao eliminar técnicas de interrogatório - por decisão do Governo e por havê-las publicado - dificulta para os agentes da CIA (sua tarefa) de proteger a nação.

O chefe de gabinete de Obama, Rahm Emanuel, rejeitou estas críticas em um programa da rede "ABC".

Explicou que uma das razões pelas quais o presidente decidiu publicar os documentos secretos era porque a informação já tinha vazado para o exterior.

Por sua parte, o assessor político de Obama, David Axelrod, também defendeu a medida tomada pelo presidente.

"Praticamente tudo o que está nestes relatórios foi publicado. O New York Review Book tinha catálogos destas técnicas", disse.

"A CIA pode acreditar que a Al Qaeda não lê esse documento, mas suspeito que sabem o que está acontecendo", acrescentou.

Hayden disse que tinha apelado a vários funcionários de alta categoria da Casa Branca para expressar sua preocupação com a publicação dos relatórios, e ressaltou que quatro ex-diretores da CIA, assim como o responsável atual da agência, Leon Panetta, se opuseram à divulgação dos documentos. EFE cae/ma

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG