Ex-deputada colombiana afirma ter provas de suborno para a reeleição de Uribe

Uma ex-deputada colombiana, detida após denunciar ter sido subornada pelo governo colombiano para votar no Congresso a favor de uma emenda que possibilitou a reeleição do presidente Álvaro Uribe, anunciou que apresentará provas do crime, informou nesta segunda-feira seu advogado.

AFP |

A ex-congressista Yidis Medina se entregou à promotoria na noite de domingo, dois dias depois da Suprema Corte de Justiça ordenar sua prisão por suborno, e nesta segunda-feira seu advogado, Ramón Ballesteros, informou que Medina apresentará evidências que comprometem vários funcionários do governo.

"Ela tem documentos e outro tipo de evidência. Vamos contar a verdade sobre o que aconteceu. Com o que ela me mostrou, é suficiente para acreditar em sua versão", declarou o advogado.

Ballesteros evitou dar detalhes das provas de sua cliente, indicando que prefere apresentar tudo à Suprema Corte e que então "o caso seja avaliado e tomem as decisões apropriadas".

"A verdade irá prevalecer", alertou o advogado, e garantiu que Medina "se responsabilizará de ter compactuado com o suborno". "Ela se arrependeu, lamenta ter mudado de opinião sobre a reforma constitucional que aprovou a reeleição de Uribe em 2005", disse.

A Corte acusou Medina de suborno assim que ela denunciou que funcionários do governo, inclusive ministros, lhe ofereceram cargos públicos caso ela votasse a favor da emenda que permitiu a Uribe ter um segundo mandato em maio de 2006.

Segundo a ex-legisladora, o mandatário estava ciente da proposta, que ela aceitou, mas que nunca foi cumprida.

O seu voto e o de Teodolindo Avedaño na Câmara de Representantes permitiram que a reforma fosse aprovada e, conseqüentemente, Uribe foi reeleito com 62,3% dos votos.

axm/cl/fp

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