Ex-coronel argentino pega prisão perpétua por crimes na ditadura

Buenos Aires, 5 nov (EFE) - O ex-coronel Alberto Barda foi condenado hoje à prisão perpétua, enquanto os ex-brigadeiros Hipólito Mariani e César Cómes foram sentenciados a 25 anos de prisão por crimes de lesa-humanidade cometidos durante a ditadura argentina.

EFE |

O Tribunal Oral Federal 5 da Argentina considerou Barda, ex-chefe de um grupo de artilharia, culpado dos delitos de privação ilegal da liberdade, tormento e homicídios, cometidos no centro clandestino de detenção La Cueva, que funcionou na cidade de Mar del Plata, Buenos Aires, durante o regime militar (1976-1983).

Cómes e Mariani, chefes de brigadas aéreas durante a ditadura, foram considerados responsáveis dos delitos de privação ilegal da liberdade e tormentos produzidos no centro ilegal de detenção Mansión Seré, onde permaneceram seqüestradas dezenas de pessoas, cujas histórias chegaram ao cinema.

Os querelantes e membros de organizações de direitos humanos questionaram a condenação de Cómes e Mariani, que "seguirão livres até que a sentença esteja firme", afirmaram.

"Como a Justiça não comprovou que tenham cometidos assassinatos e já tinham sido libertados, apesar de estarem processados, não houve reclusão perpétua para eles", lamentou Mario Galvano, um dos querelantes.

Alguns dos delitos cometidos na Mansión Seré foram refletidos no filme "Crônica de uma fuga", do diretor argentino Adrián Caetano, que trata do caso real de um grupo de jovens que, em 1978, conseguiram escapar deste centro clandestino de detenção.

Ao início da audiência final do julgamento, antes da leitura da sentença, Mariani, de 82 anos, e Cómes, 83, se declararam inocentes e asseguraram não terem conhecimento do que ocorria na Mansión Seré, que se encontrava sob suas ordens. EFE ms/db

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