Ex-congressistas libertados pedem a novo chefe das Farc que facilite acordo

Bogotá, 11 jun (EFE).- Dois ex-parlamentares colombianos libertados pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em fevereiro passado, após seis anos seqüestrados, pediram hoje ao chefe dessa guerrilha, Guillermo León Sáenz, conhecido como Alfonso Cano, para facilitar o acordo humanitário para a libertação dos que permanecem em cativeiro.

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Orlando Beltrán Cuéllar e Jorge Gechem Turbay reivindicaram um pronunciamento de Cano, que foi designado chefe das Farc após a morte de Pedro Antonio Marín, conhecido como "Manuel Marulanda" ou "Tirofijo", em março.

"Estamos à espera da posição do senhor Cano. Ou seja, isso nos dará uma diretriz", afirmou à "Radio Caracol" Beltrán Cuéllar, ex-membro da Câmara de Representantes.

"Cano é um político bem-disposto e tomara aceite a proposta do presidente da Venezuela para que liberte os civis, soldados e policiais", declarou Gechem Turbay.

Os ex-legisladores têm confiança que as Farc "não assumiram a posição obstinada de que se não for Pradera e Florida não pode ter absolutamente nada", em alusão à desmilitarização de dois municípios do departamento de Valle del Cauca (sudoeste) que exige essa guerrilha.

As Farc libertaram os dois ex-parlamentares em 27 de fevereiro junto com os também ex-legisladores Luis Eladio Pérez e Gloria Polanco de Lozada.

Em 10 de janeiro as Farc tinham entregado a ex-candidata a vice-presidente Clara Rojas e a ex-parlamentar Consuelo González de Perdomo, graças à atuação do presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

O grupo insurgente ainda tem em seu poder 40 políticos, soldados, policiais e americanos, que pretendem trocar por cerca de 500 rebeldes presos por meio do acordo humanitário. EFE gta/bm/plc

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