Bangcoc, 7 mai (EFE).- Cerca de vinte ex-companheiros da Nobel da Paz Aung San Suu Kyi na Liga Nacional para a Democracia (LND), partido dissolvido pelas autoridades de Mianmar, decidiram se inscrever nas eleições do país sob nova legenda, informou nesta sexta-feira a imprensa local.

Bangcoc, 7 mai (EFE).- Cerca de vinte ex-companheiros da Nobel da Paz Aung San Suu Kyi na Liga Nacional para a Democracia (LND), partido dissolvido pelas autoridades de Mianmar, decidiram se inscrever nas eleições do país sob nova legenda, informou nesta sexta-feira a imprensa local. Than Nyein, ex-prisioneiro político e ex-dirigente da LND, assinalou que a nova formação será registrada perante a Comissão Eleitoral com o nome Força Democrática Nacional em meados deste mês. "Não estamos contra Aung San Suu Kyi, só queremos continuar com nossas atividades políticas. Se não fizermos isto, não vamos conseguir nada", explicou. Than Nyein só poderá ser conselheiro na nova formação, já que as autoridades birmanesas proibiram a participação política de pessoas que cumpram pena de prisão ou tenham sido condenados. A normativa afeta os 2.100 prisioneiros políticos nas prisões birmanesas, muitos deles ex-membros da LND, assim como a própria Suu Kyi, atualmente sob prisão domiciliar. O partido foi dissolvido na quinta-feira por ter rejeitado a inscrição no registro eleitoral local visando o pleito previsto para o fim deste ano. Suu Kyi, de 64 anos, decidiu boicotar as eleições por considerar que são regidas por leis antidemocráticas e garantem a permanência dos generais no poder. A LND, fundada por Suu Kyi e seus companheiros em 1988, solicitou em abril do ano passado ao Tribunal Supremo de Mianmar que reconhecesse o resultado das eleições parlamentares de 1990, vencidas pela legenda com 82% dos votos e anulada pela nova lei eleitoral. A ONU, assim como diversos Governos de países de todo o Mundo, pediram à Junta Militar que liberte todos os presos políticos, que permita à principal ativista democrata de país participar das eleições e que realize eleições livres e justas, caso pretenda receber o reconhecimento internacional. O primeiro-ministro birmanês, Thein Sein, renunciou na semana passada à sua categoria militar, junto a 20 membros do Governo, para liderar um novo partido com o qual se candidatará. Desta forma, esperam somar mais representantes aos 25% das cadeiras que a Constituição aprovada em 2008 reserva para os militares. Os generais governam Mianmar desde 1962, quando, por conta do golpe de Estado, o novo regime empreendeu uma etapa de isolamento que acabou com a imagem de país mais próspero do Sudeste Asiático. EFE grc/fm

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