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Ex-companheiros de Battisti denunciam suas acusações infames

Dois ex-companheiros de armas de Cesare Battisti denunciaram neste sábado as acusações infames do ex-ativista de extrema-esquerda que atirou sobre eles a inteira responsabilidade pelas mortes pelas quais foi condenado; uma carta sobre o assunto foi entregue à agência italiana da Ansa.

AFP |

"Fomos condenados e pagamos pelos acontecimentos dramáticos nos quais estivemos envolvidos há 30 anos. Não negociamos nossa liberdade em detrimento dos outros. Consideramos abjeto o fato de Battisti nos tratar de arrependidos", declararam os dois ex-integrantes do movimento armado dirigido por Battisti, os Proletários Armados para o Comunismo.

O texto é assinado por Sebastiano Masala, Giuseppe Memeo e pela viúva de Gabriele Grimaldi - três ex-companheiros de Battisti que foram condenados por quatro homicídios que também valeram a condenação à prisão perpétua de Battisti, à revelia.

Um quarto homem, um "arrependido" - que foi beneficiado com uma redução da pena em troca da colaboração com a justiça - não assinou a carta.

Os dois signatários já foram libertados.

"Fomos, cada um, condenados a 30 anos de prisão, ao contrário dos arrependidos, que saíram alguns anos depois, com a proteção do Estado. Cumprimos nossa pena até o fim, nos beneficiando das cláusulas previstas em lei", acrescentam.

Em carta divulgada na sexta-feira pela imprensa, Battisti, que se apresenta como um "perseguido político", se declara inocente das quatro mortes que lhe valeram uma condenação à prisão perpétua na Itália em 1993, pondo a responsabilidade por esses homicídios nos ombros de quatro ex-companheiros dos quais não citou nomes e tratou de "arrependidos".

As quatro mortes foram cometidas em 1978 e 1979.

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