Ex-comandante militar iugoslavo acusado de crimes de guerra alega inocência

O ex-comandante militar iugoslavo Momcilo Perisic lamentou as vítimas das guerras dos Bálcãs nos anos 90, mas se declarou inocente no julgamento por crimes de guerra a que é submetido em Haia.

AFP |

"Lamento profundamente que tenham existido vítimas de crimes nos territórios da antiga República da Iugoslávia", afirmou o ex-general ao painel de três juízes do Tribunal Penal Internacional (TPI) para a antiga Iugoslávia.

"Qualquer vida perdida é uma perda insubstituível para a sociedade, mas uma vida perdida por causa de um crime é ainda mais insubstituível. Espero que isto não aconteça nunca mais.

Perisic, 64 anos, ex-comandante do Estado-Maior do Exército iugoslavo de 1993 a 1998, é o oficial de maior patente do Exército da Iugoslávia julgado neste tribunal das Nações Unidas pelos crimes cometidos na Bósnia e Croácia durante a guerra dos Bálcãs nos anos 90.

Perisic se declarou inocente das 13 acusações de crimes de guerra e crimes contra a humanidade supostamente cometidos quando era chefe do Estado-Maior sob a presidência de Slobodan Milosevic.

As acusações incluem assassinato, perseguição por motivos políticos, raciais ou religiosos, extermínio, atos desumanos e ataques a civis.

A maioria das acusações correspondem aos 44 meses de cerco da capital bósnia, Sarajevo, durante os quais morreram milhares de civis, e ao massacre de 8.000 muçulmanos em Srebrenica em 1995.

"Como soldado profissional, odeio a guerra (...) em particular a guerra na antiga República da Iugoslávia", afirmou nesta sexta-feira aos juízes.

"Foi uma guerra civil, uma guerra religiosa, uma guerra étnica. É o pior que pode acontecer a uma sociedade", acrescentou.

axr-mlr/fp

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