Ex-comandante da Bósnia é condenado a 10 anos de prisão

Sefik Alic foi considerado culpado por não impedir assassinato de prisioneiros sérvios por soldado de comando

Reuters |

O tribunal para crimes de guerra da Bósnia condenou um ex-comandante bósnio-muçulmano a 10 anos de prisão na quinta-feira por instigar o assassinato de soldados servo-croatas em 1995, depois de ter sido absolvido em julgamento anterior.

O presidente da câmara de apelações, Hilmo Vucinic, disse que Sefik Alic, ex-vice-comandante de um batalhão que operava sob ordens da 5ª unidade militar do Exército bósnio, liderado por muçulmanos, era culpado por não impedir o assassinato de prisioneiros sérvios por um soldado em seu comando.

"Alic é responsável pelo tratamento desumano de quatro prisioneiros que haviam sido presos em agosto de 1995 e por não informar a seus superiores sobre os assassinatos ou tomar medidas para que os perpetradores fossem investigados e punidos", disse Vucinic.

Alic foi detido em 2006 depois da divulgação de um vídeo amador mostrando servo-croatas sendo molestados por soldados croatas e bósnios enquanto fugiam da Operação Tempestade, uma ofensiva do Exército croata em agosto de 1995.

O veredicto de segunda instância foi determinado com base em depoimentos de testemunhas e imagens de vídeo, além das provas da acusação, mostrando que Alic tinha a autoridade de comando naquele momento, alegação que a defesa negou durante o processo, disse Vucinic.

Alic serviu no 5ª unidade militar, que operava no oeste da Bósnia, próximo à fronteira com a Croácia. O tribunal para os crimes de guerra da Bósnia foi estabelecido em 2005 para aliviar parte do trabalho do tribunal de crimes de guerra da Organização das Nações Unidas (ONU), em Haia.

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