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Ex-colaboradores de Pinochet cobram dívidas de Fujimori

Lima, 25 jun (EFE).- Antigos colaboradores do ex-ditador chileno Augusto Pinochet estão cobrando dívidas que teriam sido contraídas pelo ex-presidente peruano Alberto Fujimori durante sua estadia em Santiago, informou hoje o Instituto Peruano de Defesa Legal (IDL).

EFE |

Uma delas foi cobrada, aparentemente, por "um militar de sobrenome Aguirre, que entendemos que era o segundo na linha de sucessão de Pinochet", disse à Agência Efe o advogado Carlos Rivera, responsável da área legal do IDL, em referência ao ex-general chileno Guillermo Garín Aguirre, De acordo com Rivera, que representa a parte civil no julgamento de Fujimori por violação dos direitos humanos, esta informação foi retirada de um artigo publicado pela revista de economia austríaca "Format" e investigada pela Promotoria de Viena.

A publicação citou um relatório elaborado pelo Bank Austria, que afirma que o cidadão austríaco-venezuelano Alfred D. (Alfred Dauber) transferiu fundos de uma conta em seu nome para Caracas, Hong-Kong e Zurique.

A reportagem indica que Dauber administrava o dinheiro de Lilia Troncoso, esposa do ex-ministro do Governo Fujimori Víctor Joy Way, preso em Lima desde 2001 por receber comissões ilegais dos contratos do Estado com empresas chinesas.

Além disso, menciona uma transferência de 130.401 euros, realizada em 27 de fevereiro, para uma conta do HSBC com referência a "Guillermo Aguirre" e que, segundo o jornal peruano "La República", se trataria de Guillermo Garín Aguirre.

"Não se deve descartar que este seja um de vários pagamentos ou um de vários depósitos", ressaltou Rivera.

O "La República" publicou na semana passada que Troncoso criou um consórcio e depois começou a depositar dinheiro no Banco Real da Escócia.

Segundo o jornal, dessa conta foram depositados supostamente na Áustria cerca de 3 milhões de euros (US$ 4,7 milhões) entre janeiro e fevereiro de 2008.

Em declarações à Rádio "Programas del Perú" (RPP), Joy Way negou nesta terça-feira que Dauber seja seu testa-de-ferro, ao explicar que é somente sócio de um consultor financeiro que havia contratado.

No entanto, o representante do IDL disse à Efe estar convencido de que Joy Way, assim como "gente que eventualmente teve a possibilidade ou que recebeu a incumbência de guardar dinheiro em contas secretas, estejam cumprindo agora com esses pagamentos".

Segundo Rivera, se buscaria assim devolver favores a pessoas vinculadas a Pinochet que beneficiarem Fujimori durante sua luxuosa estadia no Chile, entre novembro de 2005 e setembro de 2006. EFE watt/rb/rr

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