EXCLUSIVO-Obama diz que Irã deve levar postura americana a sério

Por Caren Bohan CHICAGO (Reuters) - O candidato à Presidência dos Estados Unidos Barack Obama disse que a decisão do presidente George W. Bush de enviar um diplomata sênior às conversas com o Irã sobre seu programa nuclear é um gesto significativo e deve ser levado a sério por Teerã.

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O democrata Obama sempre foi crítico da política de Bush em relação ao Irã e prometeu que, se eleito, irá buscar uma aproximação com o fim de persuadir Teerã a abandonar seu programa de enriquecimento nuclear.

Porém, em um raro gesto de solidariedade com a atual administração republicana, Obama declarou em uma coletiva de imprensa em Paris na sexta-feira que o Irã não deveria esperar pelo próximo presidente americano para tentar obter um acordo sobre seu programa nuclear.

Ele ainda elogiou a decisão de Bush de enviar o diplomata sênior William Burns às conversas em Genebra com autoridades iranianas.

'Bill Burns é um sujeito muito sério. E os iranianos deveriam levar esse gesto a sério', disse Obama à Reuters em uma entrevista no sábado, enquanto voava de volta de sua viagem ao exterior.

Obama, que concorre contra o senador republicano John McCain na eleição de novembro, procura polir suas credenciais de política externa. Ele visitou Afeganistão, Iraque, Kuweit, Jordânia, Israel, Alemanha, França e Grã-Bretanha.

O Irã foi um dos tópicos principais em muitos dos encontros que teve com líderes desses países.

O país tem recusado os pedidos para interromper seu desenvolvimento atômico, que o Ocidente teme almejar a bomba atômica. Teerã afirma que seu programa nuclear tem fins pacíficos e objetiva a geração de energia.

Enviados dos EUA, Rússia, China, França, Alemanha e Grã-Bretanha -- o chamado sexteto das potências -- compareceu ao encontro em Genebra.

'Quero que a administração Bush seja bem sucedida no trabalho com os europeus para fazer o Irã desistir de seu programa de armas nucleares', disse Obama.

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, foi citado pela televisão estatal iraniana dizendo que seu país tem mais de cinco mil centrífugas em funcionamento para enriquecer urânio, insinuando uma rápida expansão de sua atividade nuclear.

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