COLORADO SPRINGS - Os Estados Unidos começam na semana que vem a operar um novo e avançado satélite de comunicações militares sobre o Pacífico, primeiro de uma rede de satélites que vai decuplicar o fluxo de dados, disse o Comando Espacial da Força Aérea norte-americana na quinta-feira.

Isoladamente, o Wideband Global Satellite (WGS, ou 'satélite global de banda-larga'), fabricado pela Boeing, é capaz de substituir cerca de dez satélites na transmissão de vídeos, dados e voz.

'Esperamos começar a reduzir a atual constelação de redes operacionais de comunicações na semana que vem', disse o coronel-aviador James Wolf, chefe da divisão de comunicações por satélite do Comando Espacial.

A Austrália aderiu em 2007 ao programa WGS, com uma verba que permitiu a incorporação de um sexto satélite à rede, o que já era uma opção no contrato firmado em janeiro de 2001 com a Boeing.

Wolf disse à Reuters que o comandante dos EUA no Pacífico, almirante Timothy Keating, pediu 'para tirar vantagem da capacidade ampliada assim que puder'. O satélite ficará em órbita geo-estacionária sobre o Pacífico ocidental.

O WGS é um programa conjunto da Força Aérea e do Exército, destinado a fornecer serviços essenciais de comunicações para as forças dos EUA e seus aliados.

A contribuição financeira da Austrália lhe dá direito a usar 10 por cento da largura de banda (capacidade de transmissão) do WGS a partir do primeiro satélite, segundo Wolf. Não foram divulgadas cifras sobre a participação australiana.

Lançado em outubro, o primeiro satélite ainda vai ser submetido a três meses de testes e avaliações, apesar de já estar trabalhando no 'mundo real' -- ou seja, fará jornada dupla, segundo Wolf.

'E podemos fazer isso levando em conta que o satélite teve um desempenho muito bom até agora', disse o coronel.

O controle do satélite será entregue na sexta-feira ao Comando Estratégico dos EUA, que por sua vez o transferirá ao Comando do Pacífico.

O custo total da rede de seis satélites foi estimado em 1,8 bilhão de dólares, informou a Boeing em setembro. A rede deve estar plenamente operacional até 2012. O segundo satélite deve ser lançado em agosto, e o terceiro, em setembro. Os demais serão lançados gradativamente, aproveitando a vida útil da rede antiga, segundo Wolf.

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