Ex-chefe policial e ex-agente do Colina serão testemunhas no caso Fujimori

Lima, 21 jul (EFE).- A Sala Penal Especial da Corte Suprema que julga o ex-presidente peruano Alberto Fujimori convocou hoje como testemunhas um dos chefes policiais responsáveis em 1992 pela captura da cúpula do Sendero Luminoso, Benedicto Jiménez, e o ex-agente do grupo paramilitar Colina, Jesús Sosa Saavedra.

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O tribunal determinou também a presença do ex-assessor de Alta Direção do Serviço de Inteligência Nacional (SIN) durante o Governo fujimorista (1990-2000), Rafael Merino Bartet.

Estas pessoas deverão se apresentar, em data ainda indefinida, como testemunhas no julgamento contra o ex-líder por sua suposta responsabilidade nos massacres em Barrios Altos e La Cantuta, uma vez terminado o depoimento do ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas Nicolás Hermoza.

Jiménez foi um dos artífices da inteligência policial iniciada durante o Governo de Fujimori, para capturar a cúpula do Sendero Luminoso em 1992.

Sosa Saavedra, conhecido como "Querosene" por seu suposto hábito de carbonizar suas vítimas para evitar que fossem identificadas, foi capturado em Lima em 3 de abril, após vários anos na clandestinidade e, agora, enfrenta um julgamento por participação no massacre de Barrios Altos (1991).

Após ser detido, Saavedra eximiu Fujimori de culpa nos delitos atribuídos ao Colina, mas admitiu sua responsabilidade nos crimes.

Ele implicou altos comandantes do Exército, como Hermoza, em uma política de assassinatos seletivos dos considerados subversivos.

Já Merino Bartet vai explicar o trabalho dentro do SIN, a relação entre o órgão e o Colina e a origem dos documentos encontrados em seu computador, apresentados como prova da responsabilidade de Fujimori nos massacres.

Na sessão de hoje, Hermoza Ríos disse desconhecer o plano militar para combater o Sendero Luminoso e negou a existência de estratégia militar contrária às normas do Governo, que, para ele, tendiam à pacificação e ao entendimento com a população civil.

Fujimori é julgado por sua suposta responsabilidade nas violações dos direitos humanos cometidas em seu Governo. Caso seja considerado culpado, poderá ser condenado a 30 anos de prisão. EFE amr/rb/rr

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