Um tribunal de Jacarta absolveu nesta quarta-feira o antigo chefe dos serviços secretos da Indonésia, Muchdi Purwopranjono, do assassinato do ativista pró-direitos humanos Munir Said Thalib em 2004.

Purwopranjono, antigo diretor adjunto da Agência Nacional de Inteligência, "não pode ser declarado culpado com certeza de homicídio premeditado do ativista conhecido como Munir", declarou o juiz Suharto. "Ele deve ser liberado imediatamente", acrescentou.

O acusado, de 59 anos, se declarou inocente e denunciou a falsidade das acusações contra eles. Vários testemunhos se retrataram durante o julgamento.

Munir, falecido aos 38 anos, era o principal animador do movimento Kontras, que denunciava as mortes cometidas pelos militares e os desaparecimentos inexplicáveis de civis durante os 32 anos do regime ditatorial de Suharto.

Este julgamento foi muito acompanhado pela imprensa, que o considerava uma prova da independência da justiça indonésia depois da queda do regime de Suharto em 1998.

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