Ex-chefe do Exército peruano aceita depor em caso Fujimori

Lima, 7 jul (EFE).- O ex-chefe do Exército do Peru Nicolás de Bari Hermoza Ríos aceitou hoje ser interrogado como testemunha no julgamento do ex-presidente peruano Alberto Fujimori (1990-2000) por violação dos direitos humanos.

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No início da audiência, Hermoza Ríos, considerado parte de um triunvirato de poder durante o Governo de Fujimori, junto com o ex-assessor Vladimiro Montesinos, esclareceu que em "algumas oportunidades" poderá recorrer ao direito de silêncio.

"Venho com grande ânimo para colaborar com a justiça. Tenho muitos processos em andamento por direitos humanos, inclusive relacionados com este processo", afirmou o ex-general, um dos pilares do antigo regime na luta contra o terrorismo.

Fujimori é processado desde dezembro pelo massacre de 25 pessoas em Barrios Altos (1991) e La Cantuta (1992), assim como pelos seqüestros de Samuel Dyer e Gustavo Gorriti, após o golpe de Estado de 1992.

Hermoza Ríos, condenado em 2005 a 8 anos de prisão por corrupção, também enfrenta dois processos por Barrios Altos e La Cantuta, perpetrados pelo grupo militar encoberto Colina, que acredita-se ter sido criado por Montesinos com consentimento de Fujimori.

Por outro lado, o Colégio de Advogados de Lima (CAL) anunciou que está atento às declarações do ex-general, já que tanto ele quanto Fujimori têm César Nakazaki como advogado de defesa.

O promotor do Supremo Tribunal, José Peláez, espera que Hermoza Ríos, que no final do conflito armado entre Peru e Equador (1995) era chamado de "General Vitorioso", confirme a versão que ofereceu à Justiça na qual afirmou que Fujimori conhecia as operações da Colina e que sabia do massacre de La Cantuta.

"Ele (Hermoza Ríos) disse nesse momento que a versão foi dada por Montesinos. Agora, vamos ver se confirma ou não", completou o promotor em declarações ao jornal "Peru.21". EFE wat/rb/rr

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