Ex-chefe de serviços de informação afirma que cumpria ordens de Fujimori

Lima, 16 jun (EFE).- O general reformado Julio Salazar Monroe, ex-chefe do Serviço de Inteligência Nacional (SEM) do Peru, reafirmou nesta segunda-feira que cumpria ordens do ex-presidente Alberto Fujimori, já que suas atividades dependiam diretamente do ex-governante.

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Salazar Monroe, sentenciado a 35 anos de prisão pelos crimes do grupo militar secreto Colina, se apresentou pela quinta sessão consecutiva perante a Sala Penal Especial da Corte Suprema, que julga o ex-líder por violações dos direitos humanos.

No início da audiência, os médicos Marco Villanueva Ramos e Eloy Loayza Sierra, do Instituto Nacional Penitenciário (Inpe) e Instituto de Medicina Legal (IML), respectivamente, avaliaram Fujimori e consideraram que a evolução de sua saúde "é propícia".

O ex-presidente (1990-2000) se restabelece de uma operação na língua, na qual foi extirpada uma lesão cancerígena, por isso que seus seguidores pediram que o tribunal promova apenas meias sessões.

Salazar Monroe entregou, além disso, cópias de documentos do Exército que supostamente lhe foram fornecidas pela irmã do ex-major Carlos Pichilingüe, acusado de integrar o grupo Colina.

O interrogatório de Salazar Monroe, a cargo do promotor Supremo Adjunto, Avelino Guillén, manteve o tom das últimas sessões, com constantes atritos e comentários irônicos entre ambos. EFE dub/ma

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