Ex-chefe das Farc pede perdão e que rebeldes abandonem luta

Bogotá, 12 mar (EFE).- A ex-chefe das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) Nelly Ávila Moreno, conhecida como Karina e que será libertada pelo Governo para atuar como gerente de paz, pediu hoje perdão às vítimas que fez durante os 24 anos que combateu na guerrilha e pediu a seus antigos companheiros que abandonem a luta armada.

EFE |

A ex-guerrilheira, a única mulher que chegou a comandar uma frente das Farc, disse que ela também foi vítima da pobreza e da violência, mas que já conseguiu perdoar seus agressores.

"Recrutaram-me como fazem com qualquer jovem sem conhecimento do país. Só vim a conhecê-lo quando já estava na guerrilha e por situações de guerra", disse sobre sua incorporação às Farc, em 1984, quando tinha apenas 16 anos de idade.

Em declarações feitas na sede do Departamento Administrativo de Segurança (DAS), onde está detida desde sua desmobilização, em maio deste ano, Karina disse que os rebeldes não estão militarmente enfraquecidos.

Porém, destacou que, dentro da guerrilha, "a corrupção e o narcotráfico ganharam força".

Karina deixou claro que os chefes das Farc não estão dispostos a abandonarem sua luta, por isso pediu-lhes que busquem "uma saída política para o conflito".

Além disso, agradeceu o presidente colombiano, Álvaro Uribe, por ter-lhe oferecido a oportunidade de ser uma "gerente de paz", cuja função é facilitar a desmobilização de mais guerrilheiros. EFE fer/sc

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