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Ex-chefe das Farc citava oferta material de Ortega cinco antes de morrer

Bogotá, 15 jan (EFE).- O falecido chefe das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) Pedro Antonio Marín, conhecido como Manuel Marulanda ou Tirofijo, elogia os presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e do Equador, Rafael Correa, e cita uma colaboração do dirigente da Nicarágua, Daniel Ortega, em carta apreendida pelo Exército da Colômbia.

EFE |

A extensa carta de "Marulanda" escrita cinco dias antes de morrer, em 26 de maio de 2008 por insuficiência cardíaca, foi encontrada pelo Exército colombiano perto da fronteira com o Equador e alguns de seus trechos foram publicados na última edição da revista "Cambio", publicada hoje.

Ele também lamentava não ter sido informado por seu "nº 2", "Raúl Reyes" de que tinha um acampamento no Equador, onde morreu por um bombardeio de militares colombianos em 1º de março do ano passado.

"Marulanda" dizia em sua carta que os documentos apreendidos pelos militares colombianos no acampamento seriam mostrados como um "troféu de guerra".

Segundo ele, seriam "usados pelo Governo para promover uma campanha contra o presidente da Venezuela, Hugo Chávez; Equador, Rafael Correa, e Nicarágua, Daniel Ortega", assim como "justificar ações penais contra cidadãos que em muitos casos nada têm a ver com a guerrilha".

O então máximo comandante do grupo assinalou em sua carta sobre uma compra pendente de armas no Panamá, de um dinheiro que deviam receber em parcelas e de uma oferta para "criar ou organizar uma empresa rentável na Venezuela".

Além disso, cita "oferecimentos materiais do amigo Ortega" e de propostas de narcotraficantes para ajudar ao grupo.

O então comandante máximo da facção lamentou a apreensão de diversos documentos pelo Exército no início do ano, como as teses da 9ª Conferência que "permitiu ao Estado fazer ajustes" em seu combate às Farc e os três computadores de "Reyes" encontrados.

"Nunca fui informado pelo camarada 'Raúl' de que tinha um acampamento no Equador", assinalou Marulanda.

Ele também deixou em claro que a morte de "Raúl Reyes", nome "de guerra" de Luis Edgar Devia, foi o golpe mais duro sofrido pelas Farc e que seus efeitos eram, então, "difíceis de calcular".

A carta de "Tirofijo" faz um chamado para "aumentar as ações militares e políticas".

O documento, de dez páginas, foi achado em um computador portátil que a Polícia e o Exército confiscaram em 31 de outubro em um acampamento da Frente 38 das Farc na zona rural de Puerto Asís, no departamento (estado) de Putumayo. EFE fer/jp

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