Promotoria pedia 30 anos, pena máxima para acusação de terrorismo

PARIS - A Justiça francesa condenou nesta sexta-feira a 20 anos de prisão o chefe da ETA Mikel Albisu, "Mikel Antza", e a ex-responsável financeira da organização terrorista María Soledad Iparraguirre, "Anboto".

Albisu e Iparraguirre - capturados em 3 de outubro de 2004 no sudoeste da França - terão que cumprir, pelo menos, dois terços das penas de maneira efetiva. Uma vez terminado o cumprimento de suas penas, Albisu e Iparraguirre, ambos de 49 anos, serão expulsos de forma definitiva da França.

O tribunal não foi tão longe em seu veredicto como queria a promotoria, que pediu 30 anos para ambos, a pena máxima na França pela acusação de dirigir uma organização terrorista. Além disso, os juízes condenaram a 17 anos de prisão Juan Cruz Maiza, como antigo responsável dos esconderijos onde a ETA guardava seus arsenais de armas e explosivos.

Ele terá que passar na prisão pelo menos dois terços desse tempo antes de poder solicitar qualquer benefício penitenciário, e que ao término da pena será igualmente expulso de forma definitiva da França.    

Também foram considerados culpados os outros sete processados neste julgamento iniciado em 15 de novembro, todos eles proprietários de edifícios no País Basco francês onde a ETA escondia armas e explosivos, e que foram descobertos no dia 3 de outubro de 2004.

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