Ex-chanceler uruguaio durante a ditadura é condenado a 20 anos de prisão

Montevidéu, 21 abr (EFE).- O ex-chanceler uruguaio Juan Carlos Blanco, que exerceu seu cargo durante parte da ditadura militar (1973-1985), foi condenado a 20 anos de prisão pelo desaparecimento e morte em 1976 da professora Elena Quinteros.

EFE |

O juiz penal de primeiro turno Juan Carlos Fernández Lecchini atribuiu a Blanco o delito de "homicídio especialmente agravado", indicaram fontes à Agência Efe.

O ex-ministro das Relações Exteriores está preso desde 2006 por outros casos de violações aos direitos humanos.

O magistrado deu seguimento a ação solicitado pela fiscal do caso, Mirtha Guianze, mas mudou o processo de "desaparecimento forçado", solicitada por Guianze, para "homicídio especialmente agravado".

A professora Elena Quinteros desapareceu no dia 28 de junho de 1976 após ser detida por forças de segurança nos jardins da embaixada da Venezuela em Montevidéu, onde tentava pedir asilo.

O caso culminou na ruptura de relações diplomáticas entre a Venezuela e o Uruguai, reatadas no dia 1 de março de 1985, com o retorno da democracia.

Blanco está preso desde 2006 pelos assassinatos do senador uruguaio Zelmar Michelini e do presidente da Câmara dos Deputados do país Héctor Gutiérrez Ruiz, ocorridos em maio de 1976 em Buenos Aires.

O ex-presidente do Uruguai Juan María Bordaberry, que chegou democraticamente ao poder em 1971 e se transformou em ditador após o golpe de Estado de 1973, também foi processado junto com Blanco em 2006.

Bordaberry cumpre pena atualmente, sob prisão domiciliar devido a seu estado de saúde, por outros dez homicídios e pelo delito de atentado contra a Constituição, que em fevereiro lhe custou uma pena de 30 anos. EFE jf/pb

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG