Ex-chanceler lituano será enviado da UE no Afeganistão

Bruxelas, 20 fev (EFE).- O ex-ministro de Exteriores da Lituânia, Vygaudas Usackas, será o próximo representante da União Europeia (UE) no Afeganistão, anunciou hoje a Alta Representante para Política Externa do bloco, Catherine Ashton.

EFE |

A decisão ocorre depois que vários países da UE e o próprio Governo afegão expressaram preocupação com Usackas devido a seu suposto conhecimento do programa de prisões secretas da CIA (agência de inteligência americana).

Ashton assegurou hoje que Usackas, que renunciou como chefe da diplomacia lituana em 26 de janeiro, é "uma pessoa fantástica" e explicou que a decisão foi "difícil".

"Tive 100% de certeza de que ele é a pessoa adequada para esta nomeação", afirmou a responsável da política externa e de defesa europeia em entrevista coletiva após um Conselho de Ministros de Exteriores da UE.

O novo responsável assumirá pela primeira vez a dupla função de enviado da União e encarregado da delegação da Comissão Europeia em Cabul.

Várias fontes diplomáticas afirmaram na semana passada à Agência Efe a "preocupação" de vários países da União com a escolha de Usackas. Elas ressaltaram que representantes do próprio presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, contataram embaixadas em Cabul de vários países comunitários (pelo menos Alemanha e França) para expressar discordância.

A chegada de Usackas representará a saída do atual enviado especial da UE, o italiano Ettore Sequi, que exercia o cargo desde setembro de 2008. Ele era bastante elogiado por Ashton, embora a funcionária tenha decidido substituí-lo.

A principal tarefa de Usackas em sua nova missão consistirá em coordenar a ajuda da União Europeia (UE) ao Afeganistão com a de outras organizações e instituições internacionais, especialmente agências da ONU e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

A nomeação de Usackas ocorre poucas semanas após a de um novo representante civil da Otan no Afeganistão, o diplomata britânico Mark Sedwill, nos esforços internacionais para aumentar a eficácia da ajuda externa em cooperação com o Governo afegão. EFE rcf/sa

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