Excessos de primeira-dama aborrecem novamente Netanyahu

Jerusalém, 25 jan (EFE).- Os excessos da primeira-dama israelense, Sara Netanyahu, voltaram a aborrecer seu marido, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, após conhecer-se hoje a existência de uma segunda denúncia contra ela por parte de outra ex-empregada.

EFE |

A nova denúncia, sobre a qual informa hoje sucintamente o jornal "Yedioth Ahronoth" por estar sob segredo de investigações, foi apresentada dois meses antes de outra denúncia em que Lilian Peretz, ex-governanta de sua residência privada em Cesarea, interpôs no início deste mês.

Peretz lhe exige uma compensação de 300 mil shekels (US$ 81,3 mil) por salários não-pagos e compensações por "humilhação" e "exploração".

"Gostaríamos, mas não podemos divulgar nenhuma reação por ordem judicial", disseram ao jornal assessores de Netanyahu em relação ao novo processo, que nada tem a ver com o de Peretz.

O jornal destaca, no entanto, que também se trata de um processo contra a mulher de Netanyahu, famosa por ter sido acusada reiteradamente de comportamento déspota.

Ontem, o jornal "Maariv" denunciou a apropriação indevida por parte de Sara de luxuosos trajes que estavam na sede do partido Likud e que ela e seu marido utilizaram na filmagem de anúncios para a campanha eleitoral do ano passado.

O partido tinha esclarecido a ela que as roupas eram de aluguel e teria que devolvê-los, mas ela solicitou a um motorista para que ele levasse as vestimentas e, para encobrir o escândalo, o Likud acabou pagando os custos.

A imprensa afirmou também que a "primeira-dama", que oficialmente quase não tem papel público nem orçamento oficial autônomo, foi decisiva na configuração do entorno profissional do primeiro-ministro, vetando funcionários que não a agradavam e afastando outros que já atuavam no Governo anterior.

Em artigo de várias páginas no fim de semana, o "Yedioth Ahronoth" descrevia um Netanyahu submetido aos desígnios da mulher Sara, sua segunda esposa e com quem tem dois filhos. EFE elb/sa

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